Entrevista com os Brasileiros do Mundial de Pokémon


Que o Mundial de Pokémon foi um sucesso, ninguém pode negar, mas após esse grande evento, o que podemos esperar do futuro do competitivo? Nós conversamos diretamente com alguns dos brasileiros que participaram do evento, e você pode conferir agora o que eles nos disseram:

André Fumis

O primeiro a nos dar uma palavrinha foi André Fumis, um jogador competitivo que conseguiu pontos e embarcou para o mundial onde acabou ganhando quatro de nove partidas do primeiro dia.

P.C.: Como foi estar presente e participar do maior evento de Pokémon do mundo?
André Fumis: Participar do mundial é muito legal, nem tanto apenas pelo torneio mas pela viagem inteira. Estar com amigos da comunidade VGC do mundo inteiro junto em um lugar só é fenomenal. Fiquei amigo de argentino, chileno, equatoriano, costa-riquenho, americano, português, inglês, holandês, australiano e cingapuriano.

P.C.: E quais foram as maiores dificuldades enfrentadas?
André Fumis: O campeonato é muito divertido mas muito difícil, porque você sempre joga contra um outro jogador nível mundial. Não tem partida fácil lá. É muito legal que todo mundo é aberto pra conversar, inclusive os jogadores famosos, e fica um clima gigante de parceria. Além disso, as partidas que aparecem nas streams são sempre da altíssima qualidade, e o pessoal leva a criatividade ao máximo na hora de montar time pro mundial.

Luiggi Manzoti

Outro grande representante nacional no evento é Luiggi Manzoti, o primeiro Juiz brasileiro a estar participando em função no mundial, que também falou um pouco com a Pokémon Center.

Luiggi Manzoti ao lado de Junichi Masuda
P.C.: Para você qual foi o momento mais marcante do evento?
Luiggi Manzoti: A chegada do Masuda e do Ishihara, pela primeira vez poder vê-los de perto, descobrir o quanto Junichi é baixinho, - diz rindo - e logo após o anuncio das novidades, tudo isso acompanhado da energia e vibração da galera tornaram esse momento memorável.

P.C.: Quais experiências você pode tirar participando do mundial?
Luiggi Manzoti: As experiências marcaram muito meu crescimento como juiz de torneios oficiais, tendo que lidar com jogadores de outros países que não falam inglês e a interação entre juízes e tradutores.

Até então, Manzoti só teve experiências com as divisões Master e Junior dos eventos que já havia sido juiz, mas no entanto, nessa vez, ele teve a oportunidade de se responsabilizar pela categoria Senior.

P.C.: Como foi lidar com a categoria Senior?
Luigi Manzoti: Quando se fala de lidar com a Master, você lida com adultos que já estão criando uma certa maturidade e na Junior, quando você fala um não, eles entendem, respeitam, alguns podem até chorar quando perdem, o que é normal de criança, mas a Senior, são adolescentes, geralmente mais rebeldes, mais irritados, intensos.

P.C.: Quais seus planos para o futuro dentro desse mundo?
Luiggi Manzoti: No próximo mês estarei indo para a Alemanha, estarei como juiz de VGC na Europa, meu primeiro evento europeu. É um evento que me trará novas experiências, por conhecer culturas diferentes, línguas diferentes. Em Novembro pretendo estar em Londres, no Internacional e se possível ser um dos primeiros juízes a cobrir os quatro Internacionais durante um ano e também tenho planos para o Brasil, fazendo um bom trabalho no Latam - Latin America - que começarão em Abril de 2018 e assim poder cobrir a maior quantidade de eventos internacionais.

P.C.: Na sua opinião, o VGC já pode ser considerado um eSport?
Luiggi Manzoti: O VGC já é considerado eSport em alguns países, como exemplo a Argentina que tem por exemplo o Sebastian, acredito que ainda falta um pouco de incentivo e de habilidade dos jogadores brasileiros para montar uma comunidade de eSports aqui no Brasil, não menosprezando, Fumis, Agatti, Vivian e outros jogadores nacionais se saíram muito bem, mas ainda precisam de muita experiência internacional antes que possam se reunir como um time. A Vivian se saiu muito bem no mundial, ou seja, o Brasil caminha na direção certa, mandando bons jogadores para o mundial. Quem sabe assim como o TCG, alguma loja possa patrocinar esses jogadores. É isso que eu pretendo colocar em prática nessa temporada, usar minha experiência internacional em eventos locais para os jogadores se desenvolverem cada vez mais, para conseguir então se juntar com um patrocinador como um time de eSports.

Ainda não foram revelados as regras do VGC 2018, mas alguns jogadores especulam algumas mudanças. Perguntamos ao Luiggi, quais mudanças ele espera para a temporada do ano que vem.
Luiggi Manzoti: Acredito que haverá grandes mudanças, se a Pokémon Company integrar a National Pokédex em Ultra Sun e Ultra Moon, vai ser muito interessante, espero ver as Mega Evoluções competindo com as Tapus, principalmente com o Mega Metagross, sonho em ver ele batendo forte na Tapu Lele, e espero que essas mudanças se encorporem bem nas novas mecânicas apresentadas na sétima geração, com os Z-Moves. Tem tudo para ser uma temporada bem interessante com uma mistura do que tivemos na sexta geração com o que estamos tendo agora na sétima.

E você leitor, o que espera do VGC 2018? Vão se esforçar para representar o país lá fora? Deixe o seu comentário e não se esqueçam de acompanhar pois em breve teremos ainda mais notícias sobre o VGC!
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Sobre Ezequiel Luiz Cândido
Redator na casa, faz críticas de cinema e análises competitivas para o Revolootin, dá aulas de desenho e futuramente será o Caster piadista mais amado pelo público, tem como objetivo estudar cada vez mais e propagar a palavra do VGC. Seu Pokémon favorito é o Totodile, apesar de ter uma paixão visível pelos ratos elétricos.

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